domingo, 16 de agosto de 2020

Coqueiral

 A saudade é um batimento que rebenta assim
vinte e oito vezes desde meu ombro tatuado
de desastre até à rosa pendurada em sua boca

E o amor, neste caso específico, é um mergulho
destemido que deriva quase sempre de uma nota
climática apenas para convergir no osso frontal
do crânio do rei da ilusão – terno é o seu rosto.

Senhor, os ossinhos do mundo são de mel e ouro.

 

[Matilde Campilho]
[20.11.2017]

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