Eis-me afinal em plena
suprema confidência
ante minha presença,
anjo impuro que eu amo.
Quanto estéril horror
urge se toco o corpo
que amava desde novo
pois seguro de amor.
Mas não sei me assombrar,
não sei me abandonar…
Ao Deus que não dá vida
peço pra não morrer.
[Pier Paolo Pasolini, trad. Maurício Santana Dias]
[16.10.2018]
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